Doenças detectadas pelos dentistas

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Além de cáries e dores de dentes, o organismo dá sinais de outras doenças pela boca, seu dentista pode ajudar a detetar essas doenças.

Texto: Diego Benine/ Fotos: Divulgação/ Adaptação: Letícia Maciel
O chek-up ondontológico ajuda a diagnosticar doenças como osteoporose, diabetes e AIDS.
Foto: Divulgação.

É comum que as pessoas só apareçam no consultório odontológico quando sentem dores de dente, ou quando é preciso levar as crianças periodicamente. Os especialistas afirmam que não é apenas quando aparece uma cárie ou uma dorzinha que é necessário ir ao dentista.
Uma prática pouco é a chek-up    odontológico que além de combater e prevenir doenças dentárias, pode identificar quadros crônicos e graves que não têm relação com a boca,”por meio de um exame clínico e uma avaliação bem orientada, pode-se obter a hipótese diagnóstica das mais variadas doenças, como o diabetes, câncer e AIDS”, explica Sandra Oyama, cirurgiã-dentista do Hospital Santa Isabel (SP).Segundo ela, isso acontece porque todas as infermidades atingem o corpo humano de forma geral, impactando as mais diversas partes do organismo e provocando alterações no metabolismo. A VivaSaúde, junto com especialistas listou as doenças que podem ser diagnosticadas pela boca. Saiba como prevenir com a ajuda de seu dentista.

Diabetes

Ao contrário do que muita gente pensa, os idosos não são as únicas vítimas dessa desordem metabólica. Embora seja raro, o do tipo I atinge, sobretudo, crianças e jovens com menos de 25 anos. Independente da forma como se apresenta, a patologia gera um hálito cetônico, que surge devido a pouca disponibilidade de glicose como fonte energética. Isso leva o organismo a buscar nas gorduras uma compensação. “Quando há queima de gorduras para produzir energia, surge um subproduto chamado de cetônicos, os quais são eliminados pela respiração, dando ao indivíduo um hálito com cheiro adocicado“, esclarece Sandra. Esse sintoma já é suficiente para o dentista encaminhar o paciente para o médico confirmar o diagnóstico. Todavia, outras alterações bucais podem denunciar o problema, tais como: diminuição da quantidade de saliva e maior concentração de cálcio nela; alterações na coloração do esmalte do dente (ou não formação de esmalte); dor e queimação na língua e grande quantidade de cáries.

Osteoporose

A cirurgiã-dentista comenta que, como se trata de uma moléstia que diminui a massa óssea, as principais manifestações bucais são o excesso de fraturas nos dentes, o agravamento de
doenças periodontais e a dificuldade de adaptação de próteses (como dentaduras) e implantes dentários. Esse último transtorno ocorre devido à perda de osso nas regiões da maxila e mandíbula. “A doença é mais prevalente em mulheres. Se a paciente é magra e começa a ter várias fraturas dentárias, eu já peço que ela vá ao ginecologista e faça o exame de densitometria, que mede a massa óssea do fêmur e da coluna para diagnosticar a osteoporose”, completa.

HPV (Papilomavírus Humano)

Nome genérico para um conjunto de mais de 100 tipos de vírus, o HPV é outra Doença Sexualmente Transmissível (DST) detectável pelo especialista em saúde bucal. No entanto, ele só consegue fazer o diagnóstico quando há a presença de uma lesão do tipo couve-flor (nódulos pequenos rosados ou esbranquiçados) no interior da boca. Sandra destaca que essa lesão pode ser tratada por meio de medicamentos locais, remoção cirúrgica e crioterapia — procedimento que consiste no congelamento e destruição do tecido anormal.

AIDS
A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) provoca uma diminuição progressiva das defesas do organismo, tornando o paciente suscetível a toda sorte de infecções. O dentista Pannuti afirma que isso facilita o aparecimento de lesões e neoplasias bucais, além de um câncer conhecido como Sarcoma de Kaposi, causado pelo herpesvírus de tipo 8 (HHV-8). O sarcoma manifesta-se principalmente no palato e na gengiva e possui a forma de nódulos de coloração avermelhada que sangram facilmente. Ele é o principal indício de que o indivíduo pode ser soropositivo.

Câncer

Pannuti ainda destaca que não é comum um câncer que tenha acometido outra parte do corpo evoluir ao ponto atingir a boca. Entretanto, quando acontece, normalmente ele é detectado na forma de uma ferida ulcerada que cresce a partir da gengiva. “Ela pode ser confundida com outros tipos de lesões, mas o fato de não cicatrizarem é uma característica que possibilita o diagnóstico diferenciado.

Fonte: Revista Saúde

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