A função do enxaguante bucal e tira todas as dúvidas relacionadas ao uso do produto como complemento da escovação

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O especialista explica a função do enxaguante bucal e tira todas as dúvidas relacionadas ao uso do produto como complemento da escovação

publicado em TaCerto

TaCerto com Dr. Giuseppe Alexandre Romito

Expostos nas prateleiras dedicadas à higiene oral, os enxaguantes já fazem parte do ritual de escovação, complementando a limpeza e promovendo a saúde bucal. Com aromas variados, como de menta, laranja ou tutti-frutti, eles apresentam muitas variedades e podem ter uma finalidade que vai além do combate à placa bacteriana, como a ação clareadora. Mas qual a maneira certa de utilizá-los? Eles têm alguma contraindicação? Como é recomendado o uso? Para solucionar estas e outras dúvidas, conversamos com o especialista em periodontia Dr. Giuseppe Alexandre Romito, professor titular da disciplina de Periodontia da Universidade de São Paulo (USP).

1- Para que serve o enxaguante bucal?

Atualmente, o enxaguante bucal é considerado um complemento da higienização oral feita com a utilização de escova de dentes e fio dental. Cientificamente, o produto mostra-se como um bom auxílio na manutenção da saúde bucal. A maioria das pessoas não faz uma escovação 100% correta e completa. Se existe um complemento que possa ajudar, por que não o utilizar? Só não vale substituir o enxaguante que é um complemento (secundário) pela escovação porque aí o efeito para a saúde dos dentes e da boca é pior.

2- Como devemos utilizar? Em qual quantidade e por quantos segundos bochechar?

Uma posologia média seria duas vezes ao dia durante um minuto após o fio dental e a escovação. Na prática, a medida usada costuma ser a tampinha do próprio enxaguante, sem diluir. Se você dilui, diminui muito a concentração do produto e ele foi desenvolvido para trabalhar em determinada concentração na cavidade bucal.

3- Ele elimina o mau hálito?

Quando a gente fala sobre mau hálito, falamos de bactérias bucais. Quem remove essas bactérias é a higiene com escova de dentes, fio dental, escovação da língua ou o uso de raspadores de língua. Como a maioria dos enxaguantes têm uma essência, muitas pessoas acham que o gosto bom deixado pela essência logo após o uso elimina o mau hálito, mas ele não tem essa ação. Enxaguantes devem agir no combate à placa bacteriana e, como consequência, podem reduzir o mau hálito. Mas é importante lembrar: ele deve ser utilizado sempre como complemento. Muita gente usa tentando diminuir o mau hálito, mas é ilusório o efeito.

4- É necessário utilizar enxaguante bucal após a escovação? Precisa ser usado em todas as escovações do dia?

Duas vezes ao dia é o suficiente.

5- Como devemos escolher o enxaguante com tanta variedade nas prateleiras?

Só tem um enxaguante que é especificamente terapêutico, à base de clorexidina. Ele tem que ser indicado pelo dentista. Os outros têm várias características e diferentes princípios ativos. Use aquele que for mais agradável para você.

6- Existe uma polêmica sobre a presença de álcool ou não nos enxaguantes. O que é recomendado: com ou sem álcool e por quê?

O álcool é necessário para muitos enxaguantes porque ele é o veículo, o princípio ativo para atingir aquele efeito. Em alguns casos, ele é essencial. O álcool, por natureza, resseca as mucosas. Se você usa um enxaguatório com álcool, a tendência é deixar a mucosa bucal mais seca. Pacientes que já têm uma diminuição da saliva por razões médicas não são aconselhados a usar esse tipo de enxaguante.

7- Crianças também podem utilizar enxaguante bucal?

Elas podem, desde que tenham idade suficiente para não engolir o enxaguatório (acima de uns cinco anos), mas não é obrigatório. O uso do enxaguatório não pode virar muleta para a criança não escovar e passar fio dental direito.

8- Os enxaguantes com efeito “clareador” podem danificar os dentes?

Todos os clareadores partem do mesmo princípio, o que muda é a concentração. Os que são utilizados de forma caseira têm baixa concentração e aí precisa usar por mais tempo. Eles não danificam os dentes, foram aprovados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e não causam nenhum prejuízo ao esmalte.

 

Créditos:

Prof. Dr. Giuseppe Alexandre Romito

Especialista em Periodontia

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