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Bruxismo: sinais e sintomas

Bruxismo: sinais e sintomas

BOTOX_BRUXISMO_ORTOBLOGO que é Bruxismo?

Se você acorda e os músculos da sua mandíbula estão doloridos ou com dor de cabeça, você pode estar sofrendo de bruxismo – um ranger ou um forte apertar dos dentes. O bruxismo pode fazer os dentes ficarem doloridos ou soltos, e, às vezes, partes dos dentes são literalmente desgastados. Eventualmente, o bruxismo pode acarretar a destruição do osso circunvizinho e do tecido da gengiva. O Bruxismo também pode levar a problemas que envolvam a articulação da mandíbula, como síndrome da articulação têmporo-mandibular (ATM).

Como saber se tenho bruxismo?

Para muitas pessoas, o bruxismo é um hábito inconsciente. Estas pessoas podem nem mesmo perceber que estão fazendo isto, até que alguém comente que elas fazem um horrível som de ranger de dentes enquanto estão dormindo. Para outras pessoas, é quando fazem um exame dental rotineiro e descobrem que seus dentes estão desgastados ou o esmalte de seu dente está rachado.

Outros potenciais sinais de bruxismo incluem dor na face, na cabeça e no pescoço. Seu dentista é capaz de fazer um diagnóstico preciso e determinar se a origem da dor facial é causada por bruxismo.

Como o bruxismo é tratado?

O tratamento apropriado dependerá do que está lhe causando o problema. Fazendo perguntas apropriadas e examinando detalhadamente seus dentes, seu dentista pode lhe ajudar a determinar se a fonte potencial de seu bruxismo. Com base no grau dos danos causados a seus dentes e a causa provável, seu dentista poderá sugerir:

  • O uso de um dispositivo quando dormir. Feito sob medida pelo seu dentista e ajustado aos seus dentes, o dispositivo encaixa-se sobre os dentes superiores e os protege de se triturarem com os dentes inferiores. Apesar de o dispositivo ser uma boa maneira para lidar com bruxismo, ele não é uma cura.
  • Encontrando meios de relaxamento. A tensão cotidiana parece ser uma das causas principais do bruxismo, e não importa o que seja que reduza a tensão, pode contribuir – ouvir música, ler um livro, fazer um passeio ou tomar um banho. Procurar alguma terapia auxiliará no aprendizado de meios eficazes de controlar situações estressantes. Adicionalmente, se aplicar uma toalhinha morna e molhada no lado de sua face isto poderá ajudar a relaxar os músculos doloridos devido à pressão exercida.
  • Reduzindo a “exposição” de um ou mais dentes para igualar sua mordida. Uma mordida anormal, no qual os dentes não se ajustam bem, também pode ser corrigido com restaurações, coroas ou ortodontia.

Fonte: Colgate

Dentes brancos indicam status e melhores cargos, diz estudo

Dentes brancos indicam status e melhores cargos, diz estudo

Estar bem posicionado perante à sociedade não tem mais tanto a ver com cultura ou grau de escolaridade e sim com a qualidade dos dentes. A afirmação é do cientista social Malcolm Gladwell, autor da obra “Davi e Golias, ter dentes bons é sinal de status social e profissional. Segundo ele se o sorriso não estiver em perfeitas condições, pode ser motivo de discriminação.

Para Gladwell, pessoas com dentes ruins estão cada vez menos recebendo a chance de ingressar em empregos mais disputados. E compara essa “imperfeição” na boca com problemas de obesidade. “Creio que esses tipos de características físicas são sem dúvida a próxima onda de discriminação”, diz o cientista.

<p>Pessoas com dentes ruins estão cada vez menos recebendo a chance de ingressar em empregos mais disputados</p>

E apesar dessa constatação ser um pouco polêmica, aqui no Brasil não parece ser muito diferente. O dentista especializado em estética, Joel dos Santos, acredita que ter um sorriso bonito pode sim interferir na vida social de uma pessoa. “Um sorriso bonito pode fazer com que uma pessoa conquiste coisas melhores, inclusive empregos, afinal, o sorriso é a maior expressão do rosto. E sendo assim, quando se pensa em apresentação, o sorriso é a vitrine do nosso rosto”.

Sorrisos hollywoodianos
As declaraçõesde Gladwell surgem no mesmo momento em que o número de celebridades que está gastando grandes quantidades de dinheiro para arrumar os dentes cresce. Esses famosos, como Victoria Beckham e a princesa Kate Middleton, chegam a pagar valores altíssimos para clarear os dentes, colocar capa de porcelana e até fazer implantes de titânio para conseguir o tão desejado sorriso “hollywoodiano”.

Segundo o Centro de Informação de Saúde e Assistência Social do Governo da Inglaterra, em 2011, um quinto das internações em hospitais foi para tratamentos dentários. E a faixa etária dos pacientes que procuraram esse tipo de serviço foi três vezes maior entre quem tinha de 0 a 29 anos do que os que tinham mais de 60.

Também comparando dados de uma pesquisa feita no país, pela Vision Critical, descobriu-se que as pessoas acreditam que quem tem dentes brancos tem mais poder aquisitivo. E, realmente, quem tinha dentes mais brancos estava ganhando 10 mil libras a mais do que costumava ganhar no passado e pareciam cerca de cinco anos mais novos do que realmente eram.

 Fonte: Colgate
Tratamento De Canal Da Raiz Do Começo Ao Fim

Tratamento De Canal Da Raiz Do Começo Ao Fim

O canal da raiz dentária é um tratamento para reparar e salvar dentes muito danificados ou infectados. O procedimento envolve a remoção da área danificada do dente (a polpa), limpeza e desinfecção e, em seguida, o preenchimento e selamento. As causas comuns que afetam a polpa são dentes trincados, cárie profunda ou tratamento dental repetido na raiz ou trauma. O termo “canal da raiz” é proveniente da limpeza de canais dentro da raiz do dente.

O que esperar durante um TRATAMENTO DE CANAL

Se você acha que precisa de um tratamento de canal, consulte um dentista. Existem diversas etapas que ocorrem em poucas visitas ao consultório.

  1. Raio X – Se o dentista suspeitar que você precisa de um tratamento de canal ele vai observar ou examinar raios-x existentes para verificar onde a cárie está localizada.
  2. Anestesia – a anestesia local é administrada no dente afetado. Ao contrário da crença popular, um tratamento de canal não é mais doloroso do que uma restauração.
  3. Pulpectomia – Uma abertura é feita e a polpa do dente doente é removida.
  4. Preenchimento – Um material em forma de cone (flexível) é inserido em cada um dos canais e geralmente selado em posição com um cimento apropriado. Algumas vezes um pino de plástico ou metal é colocado no canal para se conseguir maior resistência.

Ilustrações:

DeepInfection1.  Uma infecção profunda

O tratamento do canal é necessário quando uma lesão ou cárie significativa danifica a polpado dente. A raiz fica infectada ou inflamada.

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2.  Via de acesso à raiz
O dentista anestesia o dente. Uma abertura é feita através da coroa do dente até a câmara da polpa.
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3.  Remoção do tecido infectado/inflamado

Limas especiais são usadas para eliminar a infecção e a polpa doente dos canais. Em seguida, elas modelamo canal para o material de restauração. A irrigação é usada para limpar os canais e remover os resíduos.

Filling
4.  Restauração dos canais

Os canais são obturados com material permanente. Tipicamente, isso é feito com um material conhecido como guta-percha que ajuda a manter os canais livres de infecção ou contaminação.

Rebuilding
5.  Reconstrução do dente

Um material de preenchimento temporário é colocado no topo da guta-percha para vedar a abertura. O material permanece até que o dente receba um preenchimento permanente (restauração) ou uma coroa. A coroa se parece com um dente natural e é colocada sobre o topo do dente.

ExtraSupport
6.  Suporte extra

Em alguns casos, coloca-se um pino na raiz, próximo à guta-percha para dar mais suporte à coroa.

Crown
7.  Acabamento da coroa

A coroa é fixada com cimento.

Fonte: Colgate

A função do enxaguante bucal e tira todas as dúvidas relacionadas ao uso do produto como complemento da escovação

A função do enxaguante bucal e tira todas as dúvidas relacionadas ao uso do produto como complemento da escovação

O especialista explica a função do enxaguante bucal e tira todas as dúvidas relacionadas ao uso do produto como complemento da escovação

publicado em TaCerto

TaCerto com Dr. Giuseppe Alexandre Romito

Expostos nas prateleiras dedicadas à higiene oral, os enxaguantes já fazem parte do ritual de escovação, complementando a limpeza e promovendo a saúde bucal. Com aromas variados, como de menta, laranja ou tutti-frutti, eles apresentam muitas variedades e podem ter uma finalidade que vai além do combate à placa bacteriana, como a ação clareadora. Mas qual a maneira certa de utilizá-los? Eles têm alguma contraindicação? Como é recomendado o uso? Para solucionar estas e outras dúvidas, conversamos com o especialista em periodontia Dr. Giuseppe Alexandre Romito, professor titular da disciplina de Periodontia da Universidade de São Paulo (USP).

1- Para que serve o enxaguante bucal?

Atualmente, o enxaguante bucal é considerado um complemento da higienização oral feita com a utilização de escova de dentes e fio dental. Cientificamente, o produto mostra-se como um bom auxílio na manutenção da saúde bucal. A maioria das pessoas não faz uma escovação 100% correta e completa. Se existe um complemento que possa ajudar, por que não o utilizar? Só não vale substituir o enxaguante que é um complemento (secundário) pela escovação porque aí o efeito para a saúde dos dentes e da boca é pior.

2- Como devemos utilizar? Em qual quantidade e por quantos segundos bochechar?

Uma posologia média seria duas vezes ao dia durante um minuto após o fio dental e a escovação. Na prática, a medida usada costuma ser a tampinha do próprio enxaguante, sem diluir. Se você dilui, diminui muito a concentração do produto e ele foi desenvolvido para trabalhar em determinada concentração na cavidade bucal.

3- Ele elimina o mau hálito?

Quando a gente fala sobre mau hálito, falamos de bactérias bucais. Quem remove essas bactérias é a higiene com escova de dentes, fio dental, escovação da língua ou o uso de raspadores de língua. Como a maioria dos enxaguantes têm uma essência, muitas pessoas acham que o gosto bom deixado pela essência logo após o uso elimina o mau hálito, mas ele não tem essa ação. Enxaguantes devem agir no combate à placa bacteriana e, como consequência, podem reduzir o mau hálito. Mas é importante lembrar: ele deve ser utilizado sempre como complemento. Muita gente usa tentando diminuir o mau hálito, mas é ilusório o efeito.

4- É necessário utilizar enxaguante bucal após a escovação? Precisa ser usado em todas as escovações do dia?

Duas vezes ao dia é o suficiente.

5- Como devemos escolher o enxaguante com tanta variedade nas prateleiras?

Só tem um enxaguante que é especificamente terapêutico, à base de clorexidina. Ele tem que ser indicado pelo dentista. Os outros têm várias características e diferentes princípios ativos. Use aquele que for mais agradável para você.

6- Existe uma polêmica sobre a presença de álcool ou não nos enxaguantes. O que é recomendado: com ou sem álcool e por quê?

O álcool é necessário para muitos enxaguantes porque ele é o veículo, o princípio ativo para atingir aquele efeito. Em alguns casos, ele é essencial. O álcool, por natureza, resseca as mucosas. Se você usa um enxaguatório com álcool, a tendência é deixar a mucosa bucal mais seca. Pacientes que já têm uma diminuição da saliva por razões médicas não são aconselhados a usar esse tipo de enxaguante.

7- Crianças também podem utilizar enxaguante bucal?

Elas podem, desde que tenham idade suficiente para não engolir o enxaguatório (acima de uns cinco anos), mas não é obrigatório. O uso do enxaguatório não pode virar muleta para a criança não escovar e passar fio dental direito.

8- Os enxaguantes com efeito “clareador” podem danificar os dentes?

Todos os clareadores partem do mesmo princípio, o que muda é a concentração. Os que são utilizados de forma caseira têm baixa concentração e aí precisa usar por mais tempo. Eles não danificam os dentes, foram aprovados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e não causam nenhum prejuízo ao esmalte.

 

Créditos:

Prof. Dr. Giuseppe Alexandre Romito

Especialista em Periodontia

7 alimentos para ter dentes mais saudáveis

7 alimentos para ter dentes mais saudáveis

Além dos três aliados de sempre – escova, pasta e fio dental – há outra forma de manter a saúde dos dentes e gengivas: através daquilo que põe no prato. Falámos com o dentista Pedro Coelho que nos disse o que devemos comer para ter um sorriso 5 estrelas.

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Cenouras | “Os vegetais mais rígidos, como as cenouras, pela sua própria consistência mais rija ajudam na limpeza mecânica dos dentes, quando os trincamos. Também contribuem para a produção de saliva, que é importante para a saúde oral e da própria higiene momentânea da boca”, diz-nos o dentista. As cenouras são ‘crocantes’, têm muita fibra e são ótimas para um snack a meio da manhã ou da tarde. Se não puder lavar os dentes no fim da refeição, se comer cenoura crua ela funciona quase como uma ‘vassoura’ ao varrer os restinhos de comida dos dentes e aumenta a produção de saliva, o que por si também reduz o risco de cáries. Também ajuda a fortalecer os músculos dos maxilares.

Citrinos | Lembra-se de ouvir contar, na escola primária, que os navegadores portugueses sofriam de escorbuto, sangravam das gengivas e ficavam sem dentes? Ora os nossos navegadores sofriam desta doença por passarem muito tempo em alto mar sem acesso a alimento ricos em vitamina C.
Encha a sua fruteira de laranjas, limões e quivis, “são ricos em vitamina C e ótimos para a saúde das gengivas. Podem ser prejudiciais pela componente ácida que têm, mas se evitar comer à noite e em excesso só trazem vantagens”. Os citrinos, apesar de serem ácidos, ajudam a aumentar a saliva e acabam por limpar os dentes, mas em excesso podem ser prejudiciais ao esmalte: bocheche com água logo a seguir, antes de lavar os dentes com pasta.

Laticínios | “Quando pensamos em alimentos que fazem bem aos dentes pensamos logo naqueles que têm cálcio, fósforo, proteínas, que são importantes para a integridade do esmalte, e sua remineralização, como é o caso do leite e queijo.” Se não é fã de laticínios ou para diversificar a fonte de cálcio pode juntar ao seu menu: chia, sementes de linhaça, vegetais de folha verde.

Frutos secos | “As nozes e amêndoas são ótimas porque além de terem uma consistência mais rígida, os seus próprios constituintes, como o fósforo e cálcio, são bons para os dentes e para o esmalte”, aconselha Pedro Coelho. Pode também torrar sementes de sésamo, muito ricas em cálcio, e deitar sobre sopas e batidos.

Maçãs | São muito ricas em vitaminas e, à semelhança das cenouras e de outros vegetais e frutos mais rígidos, também ajudam a ‘limpar’ os dentes depois de uma refeição e estimulam a produção de saliva, que ‘lava’ a boca das bactérias que provocam as cáries dentárias. As peras são outra opção, se preferir. É verdade que estas duas frutas têm açúcar (frutose) mas como têm muita fibra e água funcionam quase como uma escova de dentes natural, embora nada substitua a escova e a pasta de dentes, claro.

Água | Se sessenta por cento do nosso corpo é constituído por água, dá para imaginar por que precisamos tanto dela. Beber água é também fundamental para a saúde da nossa boca, não só para “hidratar como para remover alguns restos alimentares que se depositam entre os dentes e fornecer o flúor que precisamos para fortalecer o esmalte… tanto a água da torneira como a engarrafada”, diz-nos o dentista Pedro Coelho.

Pastilha elástica sem açúcar | “Caso não possa lavar os dentes com escova, pasta e fio dental, pode mastigar uma pastilha elástica sem açúcar durante uns minutos. A mastigação da pastilha é ótima, pois não só faz uma limpeza maior como estimula a produção de saliva.”
Um estudo, publicado em 2015 na revista científica PLoS One, referia que mastigar uma pastilha até 10 minutos após as refeições vai ajudar a eliminar cerca de 100 milhões de bactérias da sua boca. Outro estudo, publicado em 2006 pelo Journal of Dental Research, afirma que a adição de xilitol às pastilhas conseguiu que se reduzisse a placa bacteriana.

 

Fonte: Activa  por  GISELA HENRIQUES
22% das pessoas no mundo sofrem com Dor Orofacial

22% das pessoas no mundo sofrem com Dor Orofacial

Sintomas como dores de cabeça, pescoço e ouvido podem ser confundidas com outros problemas e retardar o tratamento

Segundo  um estudo feito recentemente nos Estados Unidos, cerca de 22% da população sofre com Dores Orofaciais. Mas o que exatamente são essas dores? Bem, são sintomas desagradáveis que atingem a cabeça, face, ombros, pescoço e as articulações atrás das bochechas. Apesar de não ter cura, esse problema tem controle e se você sofre com isso, vai querer saber como isso funciona.

Classificada como uma das articulações mais complexas do corpo humano, as ATMs (articulações temporomandibulares) ficam localizadas atrás das bochechas, perto do ouvido, e são responsáveis pelos movimentos de abre e fecha da boca, fala e mastigação. Quando elas apresentam alguma falha, principalmente por estafa, podem causar essas tais dores.

As dores podem se misturar e confundir mesmo, pois nem todas as cefaleias são causadas pelas DTM, por exemplo. Mas o cirurgião-dentista especializado no assunto saberá identificar isso e, se necessário, encaminhar a pessoa para outro profissional
As dores podem se misturar e confundir mesmo, pois nem todas as cefaleias são causadas pelas DTM, por exemplo. Mas o cirurgião-dentista especializado no assunto saberá identificar isso e, se necessário, encaminhar a pessoa para outro profissional

Foto: Sheftsoff Stock Photo / Shutterstock

“Os sintomas se apresentam como limitações para abrir e fechar a boca, dor ao mastigar ou falar muito, dores de cabeça, na face, no pescoço, click ao movimentar a boca e até dores de ouvido”, diz Mariele Pototski Amenábar, cirurgiã-dentista especialista em Dor Orofacial.

Difícil diagnóstico
Como esses sintomas citados acima são muito gerais é muito comum confundir a DTM (disfunções temporomandibulares) com outros problemas. “E é justamente por isso que na maioria das vezes uma pessoa com DTM já passou pela avaliação de diversos profissionais antes de chegar ao consultório odontológico, sem ter tido melhoras significativas ou um diagnóstico correto”, diz a especialista.

A princípio algumas dores podem se misturar e confundir mesmo, pois nem todas as cefaleias são causadas pelas DTM, por exemplo. Mas o cirurgião-dentista especializado no assunto saberá identificar isso e, se for necessário, encaminhar a pessoa para outro profissional.

Avaliação em todos
“Como a prevalência de DTM na população é muito alta, todos os pacientes que vão a um consultório odontológico deveriam passar por uma avaliação para o problema no exame de rotina. Através de um pequeno questionário o dentista pode detectar o problema para então tratar este paciente ou encaminha-lo a um especialista”, diz Mariele.

Feito este diagnóstico, o especialista irá definir o plano de tratamento para cada paciente individualmente, tornando o papel da equipe multidisciplinar essencial para tratar este paciente. “Existem hoje diversas áreas que atuam como coadjuvante da odontologia para melhorar a qualidade de vida desses pacientes e trata-los de maneira completa, como fisioterapia, fonoaudiologia e psicologia”, diz a especialista.

Mudança de hábitos
Assim como a DTM não tem uma causa específica, seu tratamento não tem receita de bolo, mas é possível, e recomendado, tentar controlar alguns hábitos que podem ao longo dos anos causar traumas na ATM.

“Hábitos como apertar os dentes (bruxismo), roer unhas, morder lápis, mastigar excessivamente forte e mascar chicletes o dia todo podem facilitar o aparecimento do problema”, diz Mariele.

No entanto, esses fatores não irão causar tais sintomas se a pessoa não tiver uma propensão a ter a disfunção. “Traumas emocionais como estresse no trabalho ou perda de um ente querido também podem desencadear a DTM em pessoas já propensas a ter”, diz a especialista.

Alias, esses tipos de traumas são uns dos responsáveis pelo aumento das DTMs entre a população mundial. “Acredito que a correria do dia a dia, stress, pressão por sucesso, situação econômica e tantas incertezas presentes nos dias de hoje ajudem também a um aumento nos casos de pessoas que apresentam DTM”, diz Mariele.

Agência Beta/ reprodução Terra/Colgate
Saúde bucal das mulheres é mais frágil que a dos homens

Saúde bucal das mulheres é mais frágil que a dos homens

De acordo com Artur Cerri, casos de bruxismo e de DTM (disfunção temporomandibular) são muito mais diagnosticados em mulheres do que em homens

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“O homem praticamente enfrenta uma única mudança importante, que é quando entra na puberdade. Já a mulher, além da puberdade, sofre durante muitos anos com variações hormonais provocadas pela menstruação, gravidez e menopausa. Isso tudo tem impacto principalmente na saúde da gengiva e a torna mais vulnerável a doenças periodontais”, diz Cerri – chamando atenção para a gengivite. De acordo com o cirurgião-dentista, essa é uma doença que chega a afetar três em cada quatro gestantes. Apesar da relação entre gravidez e cárie não estar totalmente bem definida, sempre que possível é importante que a paciente faça um tratamento odontológico bastante minucioso e preventivo antes de engravidar.

De acordo com o especialista, a gengiva da gestante costuma sofrer alterações por conta das variações hormonais, sendo muito comum ocorrer inchaço, sangramento e maior acúmulo de tártaros. “As limpezas regulares são altamente recomendáveis durante a gravidez e no período pós-parto. Já o tratamento da cárie só é recomendado quando pode ser realizado sem uso de anestésicos. Em caso inadiável, o cirurgião-dentista deve programá-lo para o quarto ou quinto mês de gestação. Vale lembrar que procedimentos estéticos devem ser adiados para quando o bebê já tiver nascido, a fim de evitar uma exposição desnecessária a riscos”.

Outro problema que acompanha muito as mulheres é o bruxismo – que é o apertar ou ranger noturno dos dentes. Na opinião do especialista, as causas dessa vulnerabilidade feminina não se encontram apenas nas variações hormonais, mas em fatores comportamentais. “Esse acúmulo de funções e responsabilidades tem levado muitas pacientes a fazer tratamento para dor no maxilar, dor generalizada na face, dor de cabeça, dor de ouvido, perturbações no sono, tensão e rigidez nos ombros etc. E tudo isso é sintoma comum em quem sofre de bruxismo”.

Quando a mulher já entrou na menopausa, principalmente depois dos 60 anos, Artur Cerri diz que o grande problema é a Síndrome da Boca Seca – que também afeta muito mais mulheres do que homens. “Com metade do volume de saliva produzido por uma pessoa jovem, a paciente tem problemas para mastigar e engolir os alimentos. Quando não diagnosticada e tratada a tempo, essa condição pode resultar, inclusive, na perda dos dentes. Os sintomas mais comuns são presença de mau hálito, língua avermelhada ou áspera, sensação ruim na garganta, sede frequente, sensação pegajosa na língua ou mesmo ardência, dificuldade ao falar, feridas nos cantos da boca, fissuras nos lábios e rouquidão. Por isso, além de procurar um cirurgião-dentista, é importante que as mulheres escovem os dentes e façam enxágues diversas vezes ao dia, além de ingerir bastante líquido diariamente e adotar uma alimentação rica em alimentos com alto teor de água”.

 

Aspectos do cuidado oral em adultos idosos

Aspectos do cuidado oral em adultos idosos

Ser idoso não significa uma diminuição da importância da higiene dental. De fato, o uso de fio dental ajuda a prevenir as cáries que podem causar posterior perda de dentes e a necessidade de usar prótese mais adiante na vida.

  • Alguns aspectos do cuidado bucal são particularmente importantes para os adultos idosos:
    Boca seca: a boca seca (xerostomia) pode ser mais comum à medida que a idade avança. Muitos medicamentos, inclusive agentes anti-hipertensivos e antidepressivos, podem causar secura na boca. E se você receber radioterapia, esta também pode contribuir para causar boca seca.
  • Obturações: embora seja possível a formação de cárie ao redor de uma obturação dental velha, com independência do uso de fluoreto, é mais provável o desenvolvimento de cárie ao redor de obturações velhas em adultos idosos que cresceram sem o uso de fluoreto.
    Doença periodontal (de gengivas): a doença periodontal freqüentemente não é detectada em adultos idosos, especialmente os que não consultam com regularidade com um dentista. Com a idade avançada, as gengivas tendem a retroceder, por isso é conveniente consultar um profissional dentista para verificar se a recessão e as mudanças dentais se devem à doença periodontal.
  • Prótese: se você usa prótese parciais, não descuide os dentes restantes; mantenha uma rotina regular de escovação e uso de fio dental para prevenir maior perda de dentes. Se você usar próteses completas, igual deve consultar com um dentista com regularidade, para verificar o ajuste adequado.

O cuidado oral adequado é um hábito de toda a vida, e com muito pouco esforço você poderá conservar um bonito sorriso durante a idade adulta.